Ferrovia de 933 km ligará Sinop a Miritituba (PA). Processos relacionados à via férrea foram suspensos pelo STF em março.
G1 – O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, participou na manhã deste sábado (21) de um evento em Sinop, a 503 km de Cuiabá, para debater a implantação da Ferrogrão, projeto do governo federal de construção de uma ferrovia de 933 km que ligará Sinop a Miritituba (PA). O encontro ocorreu no Centro de Eventos Dante de Oliveira.
Em março, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu os processos relacionados à via férrea.
Se implantada, a ferrovia deverá cumprir um papel importante no escoamento da produção de milho, soja e farelo de soja de Mato Grosso. A estimativa é que sejam transportadas R$ 33,5 milhões de toneladas de cargas no início da operação, prevista para 2030, e de cerca de 40,6 milhões de toneladas em 2050. O investimento total previsto na implantação da ferrovia ao longo da concessão é de R$ 25,2 bilhões.
O governo federal argumenta que o empreendimento vai diminuir o fluxo de veículos na BR-163 e os custos com conservação e manutenção nessa rodovia, e que o transporte ferroviário de carga tem “alto potencial” para reduzir as emissões de carbono pela queima de combustível fóssil.
“Projeto que nasce com propósito de transformar a logística em conformidade com a preservação ambiental. Ferrovia que vai retirar um milhão de toneladas ao ano de CO2 dos céus do Brasil e agir como uma barreira verde para mitigar o desmatamento”, escreveu Freitas na manhã deste sábado em uma rede social.
O estudo de viabilidade técnica e econômica para implantação foi concluído em 2017 e a consulta pública, em 2020. Mas, além da decisão do STF suspendendo os processos relacionados à ferrovia, para sair do papel a Ferrogrão ainda precisa da publicação de um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o modelo da proposta da via e o lançamento do edital para leilão de concessão.
Entidades de produtores rurais, como o Sindicato Rural de Sinop e a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) ainda acreditam na viabilidade de projeto.
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